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Artigos Oliveira Trust.

O papel da Inteligência Artificial na defesa contra ataques cibernéticos no mercado financeiro

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Oliveira Trust

31 out. 20257 min de leitura

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Nos últimos anos, o sistema financeiro brasileiro tornou-se um dos mais digitalizados do mundo e, ao mesmo tempo, um dos principais alvos de crimes cibernéticos. Com o avanço do open finance e de meios de pagamento instantâneos como o Pix, o número de ataques digitais disparou, explorandovulnerabilidades em bancos, fintechs e empresas de tecnologia.

Segundo o Banco Central, foram registrados 53 incidentes de cibersegurança até setembro de 2025, quase igualando o total do ano anterior (59). Casos recentes, como os desvios de R$ 710 milhões na Sinqia e R$ 800 milhões na C&M Software, escancaram a vulnerabilidade de um setor que movimenta trilhões de reais e depende da confiança dos usuários.

Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) tornou-se uma aliada indispensável na defesa digital. Capaz de processar grandes volumes de dados em tempo real, ela identifica padrões anormais e reage antes que o ataque se concretize. Com crimes cibernéticos projetando prejuízos de até US$ 10,5 trilhões em 2025, segundo o Technology Foresight, a integração entre IA, cibersegurança e LGPD redefine o conceito de confiança e privacidade no sistema financeiro.


Inteligência Artificial aplicada à cibersegurança: como funciona


A inteligência artificial aplicada à cibersegurança utiliza algoritmos e aprendizado de máquina para detectar e conter ameaças com velocidade e precisão. Diferente dos antivírus tradicionais, que dependem de regras fixas, a IA aprende continuamente com o comportamento de usuários e redes, antecipando ações suspeitas e neutralizando ataques ainda em estágio inicial.



“A inteligência artificial é capaz de analisar padrões e reduzir o número de falsos positivos, ajudando o analista a priorizar alertas reais. Além disso, pode automatizar processos preventivos, como bloquear acessos suspeitos e avisar os usuários, diminuindo a necessidade de intervenção humana e reduzindo a margem de erro”, explica Ismar Marcos, gerente de Tecnologia da Oliveira Trust. Essa combinação de automação e análise inteligente cria uma defesa dinâmica e autônoma, essencial em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados.




Cibersegurança como pilar estratégico


No mercado financeiro, segurança digital além de ser uma exigência técnica é um pilar de governança e credibilidade. A aplicação de IA fortalece a integridade das operações, protege informações sensíveis e garante a confiança de investidores. Sua capacidade de resposta imediata reduz o tempo entre a detecção e a contenção de incidentes, evitando prejuízos em ambientes de alta interconectividade.



“Quanto menor a governança, maior o risco”, destaca Ismar. “É fundamental ter políticas, planos de ação e monitoramento ativo 24 horas por dia.” Tecnologia somada à governança e cultura de segurança consolida a resiliência das instituições e reforça a confiança do mercado.




IA e LGPD: governança e conformidade


Desde a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que entrou em vigor em setembro de 2020, o controle sobre o uso de dados tornou-se prioridade em todos os setores. A partir disso, a inteligência artificial passou a ser utilizada no auxilio de  detecção de vazamentos, na automação de auditorias e na rastreabilidade de informações, garantindo conformidade e transparência. Ao cruzar milhares de registros em tempo real, sistemas de IA identificam acessos indevidos e evitam que falhas humanas evoluam para grandes incidentes.

Essa sinergia entre tecnologia e regulação fortalece as áreas de compliance e governança corporativa. “O maior risco é não ter políticas claras, treinamento e monitoramento constante do ambiente”, reforça Ismar. Assim, IA e LGPD formam hoje dois lados de uma mesma estrutura de confiança.


Segurança digital como pilar estratégico da Oliveira Trust


Na Oliveira Trust, a segurança digital é tratada como uma prioridade, um compromisso que se traduz tanto em tecnologia quanto em cultura organizacional. A empresa atua em duas frentes complementares: cibersegurança e educação interna. 

A primeira é conduzida por consultoria especializada, que realiza o monitoramento contínuo (24x7) do ambiente tecnológico. De acordo com o Gerente de Tecnologia da Oliveira Trust, são usadas ferramentas baseadas em inteligência artificial capazes de “gerar alertas em tempo real e atuar de forma preventiva diante de comportamentos anômalos, reduzindo significativamente o tempo de resposta a incidentes”.

A segunda frente está voltada ao fortalecimento da cultura de segurança e conformidade. Os colaboradores passam por treinamentos periódicos de LGPD, segurança da informação e ética corporativa, realizados via Web por plataforma consolidada no mercado. Além disso, há reciclagens regulares e campanhas internas sobre boas práticas digitais, o que reforça a consciência coletiva sobre riscos e responsabilidades. “O elo humano é sempre o mais vulnerável e, por isso, o treinamento contínuo é essencial”, destaca Ismar. 

Paralelamente, a Oliveira Trust tem investido fortemente em automação com IA para ampliar a eficiência e o controle dos processos internos. Um exemplo é o OTzinho, assistente virtual desenvolvido internamente que integra diferentes sistemas e responde em linguagem natural, podendo ser utilizado, por exemplo, para acompanhar status de processamentos das operações e alertas de anormalidades nas operações.


O futuro da cibersegurança com IA no mercado financeiro


O avanço da inteligência artificial no mercado financeiro está redefinindo a forma como as instituições se protegem contra ataques cibernéticos.

Conceitos como Zero Trust Architecture, que parte do princípio de que nenhuma conexão deve ser considerada segura até ser verificada, e a blockchain, que garante rastreabilidade e autenticidade nas transações, já começam a se consolidar como pilares da nova segurança digital.

A tendência é que esses recursos se integrem à automação completa dos sistemas de defesa, reduzindo a necessidade de intervenção humana e tornando a proteção de dados mais rápida e inteligente.

Modelos preditivos baseados em aprendizado de máquina serão capazes de identificar vulnerabilidades antes que se tornem ameaças reais, elevando o nível de maturidade digital das instituições financeiras. 

De acordo com Ismar Marcos, a base para um futuro digital mais seguro está na combinação de “treinamento contínuo dos colaboradores, uso de plataformas automatizadas com inteligência artificial e mapeamento detalhado dos processos internos”. Para ele, essas medidas fortalecem a resiliência organizacional e tornam a segurança parte da cultura das empresas, não apenas uma camada de proteção, mas um diferencial competitivo no relacionamento com o mercado.