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A evolução do mercado com a tokenização de ativos

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Oliveira Trust

28 dez. 20227 min de leitura

imagem ilustrativa geralmente genérica que serve como capa do artigo

Cada vez mais ouvimos sobre a descentralização de mercado e o surgimento de novas tecnologias, que oferecem a disrupção de processos e contribuem para a transformação digital. Esse movimento segue em linha com os novos padrões de consumo e preferências do mercado, que exige mais rapidez, opções e comodidade.


No universo financeiro não é diferente. Se antes os processos eram analógicos, com uma quantidade enorme de documentos e registros físicos, hoje temos um mercado que é completamente digitalizado… E cada vez mais rápido!


Quando ouvimos expressões como “processamento noturno”, “janelas de liquidação”, “prazos de compensação ou conciliação” ou “dias úteis”, sentimos que o mercado ainda tem muita a evoluir. A demanda por processamentos em tempo real e 24x7 é cada vez maior, e o mercado busca se ajustar a isso, sem perder a segurança nas transações.


Paralelo a isso, vimos a internet virar uma ferramenta de educação financeira, com influenciadores gerando conexão com o público. Mostrando que hoje temos um mercado com mais possibilidades, rapidez, e soluções cada vez mais completas. O fato é que toda essa revolução digital trouxe mais democratização de acessos a serviços financeiros.


A tokenização é um exemplo claro desse movimento, e ela surgiu para suprir essa necessidade de consumo imediato e sem barreiras, estreitando as barreiras dos mundos real e digital.


Tokenizar ativos reais consiste na mutação destes em frações digitais de simples distribuição. Tal processo se utiliza da tecnologia blockchain, dos smart contracts (contratos inteligentes) e de estratégias de segurança digital para criar investimentos de diversidade e liquidez acima da média.


É o futuro batendo à nossa porta!


Porque essa tecnologia muda o mercado?


O token é um ativo digital representativo de uma fração de um ativo real. Ao ser fracionado, os titulares dos tokens tornam-se donos de parte do ativo real, tendo direito ao recebimento dos lucros dele decorrente.


Esses ativos são transacionados através da blockchain, tecnologia de validação de dados, que dispensa intermediários e intervenções manuais. A blockchain foi criada com o propósito de realizar transações financeiras online e surgiu juntamente com as criptomoedas. Ela é o livro contábil desses ativos digitais da rede e permite a intermediação direta dos ativos. Ou seja, reduz o custo de quem tokeniza e de quem investe. Esse processo ainda permite a transparência dos acordos realizados, já que é possível consultá-los a qualquer momento, com exatidão e segurança.


Esse processo reduz os custos operacionais e os spreads dos intermediários, beneficiando os tomadores de recursos e os investidores, que podem se apropriar de parte dos ganhos colhidos pelos intermediários das operações tradicionais.


A tokenização, além de reduzir os custos, ainda permite uma negociação sem fronteiras, sem horários, de rápido processamento e 100% digital, acessando ainda um novo público investidor: mais dinâmico e mais adaptado à tecnologia.


A idade média dos investidores recuou bastante, fruto em especial das novas tecnologias de investimento. Quando falamos em tokens, essa faixa etária pode ser ainda mais baixa, principalmente porque o mercado de criptoativos enxerga grande potencial no público nativo digital.


Os jovens que investem em cripto hoje ditarão as tendências do mercado em poucos anos, exigindo a quebra das barreiras dos setores tradicionais. Por isso, é imprescindível acompanhar essas mudanças e se atualizar.


A participação da Oliveira Trust no mercado


Os ativos digitais são negociados através de plataformas de corretoras de criptomoedas, onde o usuário pode comprar, vender e consultar seus tokens. Aqui na Oliveira Trust acreditamos que essa é a terceira via do mercado de securitização, e não poderíamos ficar de fora de um movimento que cresce rapidamente.

Para viabilizar nossa atuação nesse cenário desenvolvemos uma parceria com a Liqi Digital Assets, corretora de ativos que favorecem a democratização de investimentos digitais. Nessa parceria, a OT age como custodiante das wallets dos investidores e como custodiante dos ativos que lastreiam os tokens, e a Liqi é a catalisadora desse movimento, como especialista na parte operacional de blockchain.

Nossa intenção é equipar aos investimentos em ativos digitais da Liqi um serviço fiduciário, que já possui mais de 30 anos de tradição e eficiência no mercado de capitais brasileiro.


Entendendo melhor as operações na Blockchain


Todas as operações que ocorrem na blockchain são regidas por um Contrato Inteligente (Smart Contract). Ele é o instrumento da emissão dos tokens, é o que regula e define as características de cada ativo.

Uma vez que essas informações são inseridas na rede, é impossível realizar qualquer alteração. A rede é quem liquida e opera as regras previstas no contrato, ou seja, a inteligência artificial é quem cuida das obrigações contratuais das transações e sinaliza as partes quando algo dá errado.

No entanto, inadimplementos podem ocorrer, e é nesse momento que o agente fiduciário deve agir, promovendo a cobrança dos devedores para que o produto dessa cobrança seja destinada aos titulares do token.

Os processos digitais garantem a velocidade dos processamentos e pagamentos, mas a figura de um Fiduciário ainda é necessária para as ações no mundo real, principalmente na defesa dos interesses dos titulares de tokens nas situações de inadimplemento.


Panorama do cenário atual


No mercado, a perspectiva é de que seja elaborada uma regulamentação nos próximos anos, identificando os ritos necessários e aquelas operações que deverão ser submetidas previamente à Comissão de Valores Mobiliários. Com essa organização legislativa, os tokens terão ainda mais vantagens e uma camada de confiança ainda mais robusta.